quinta-feira, 9 de abril de 2015

A Fórmula de Deus



Já fazia falta um livro por estas bandas, não? Este para não variar muito é de José Rodrigues dos Santos, vá admitemos, ele já cá não aparece desde de Dezembro do ano passado, altura em que falei sobre "O Sétimo Selo".

Embora os tenha apresentado por esta ordem, "A Fórmula de Deus" é mais antigo do que o já apresentado "O Sétimo Selo" e como tal apresenta o "problema" que tenho vindo a relatar constantemente, ou seja, o facto de José Rodrigues dos Santos ter evoluído na sua escrita, isto é, quando lês algo mais recente, os livros mais antigos parecem menos interessantes. Quem me manda a mim estar a regredir a nível temporal nas suas obras?



Bem, vamos tentar perceber do que fala este livro:



"Nas escadarias do Museu Egípcio, em pleno Cairo, Tomás Noronha é abordado por uma desconhecida. Chama-se Ariana Pakravan, é iraniana e traz consigo a cópia de um documento inédito, um velho manuscrito com um estranho título e um poema enigmático.
O inesperado encontro lança Tomás numa empolgante aventura, colocando-o na rota da crise nuclear com o Irão e da mais importante descoberta jamais efetuada por Albert Einstein, um achado que conduz ao maior de todos os mistérios.
 
A prova científica da existência de Deus.
 
Uma história de amor, uma intriga de traição, uma perseguição implacável, uma busca espiritual que nos leva à mais espantosa revelação mística de todos os tempos.
Baseado nas últimas e mais avançadas descobertas cientificas nos campos da física, da cosmologia e da matemática. A Fórmula de Deus transporta-nos numa surpreendente viagem até às origens do tempo, à essência do universo e ao sentido da vida."

 
Como podes ver o argumento é muito semelhante ao que José Rodrigues dos Santos já nos habituou. Aquando do desaparecimento do professor Siza, Tomás Noronha, o maior lá do sítio, é chamado a intervir por uma mulher desconhecida mas sempre linda, com peito grande e lábios carnudos pela qual se vai interessar e envolver. Desta vez é uma iraniana que foi obrigada a regressar ao Irão quando se separou do 1º marido.

 
Tomás é aliciado quer por esta iraniana, quer pela CIA para descodificar um manuscrito de Einstein que acreditavam ter a fórmula para o fabrico de uma bomba nuclear a baixo custo, no entanto, com o desenrolar da história e depois de bastantes reflexões físicas descobrimos que o objeto de estudo deste é a prova da existência de Deus.

 
"Puro.

Tudo dali parecia sereno, transparente, elevado. Puro. Nunca como naquele lugar experimentou a sensação de se encontrar algures entre o céu e a terra, flutuando sobre a neblina com o espírito livre, emergindo da massa dos homens para tocar Deus, sentindo a eternidade comprimida num segundo, o efémero estendendo-se pelo infinito o principio Ómega e o fim do Alfa, a luz e as trevas, o universo num sopro, a impressão que a vida tem um sentido místico, de que há um mistério que se esconde para lá do visível, um enigma gravado em letra antiga, numa código hermético, um velho som que se apresente mas não se escuta. 
 
O segredo do mundo."

 
Este livro obedece esquematicamente à regra dos restantes livros, um capítulo ficcional e outro que envolve alguma pesquisa e que nos permite aprender qualquer coisa. Este livro está repleto de teorias físicas desde a teoria das cordas até à teoria da relatividade. E por isso não me conseguiu captar porque não é algo do meu especial interesse, no entanto, devido às curiosidades que apresentam, nomeadamente as coincidências da Bíblia com as conclusões proferidas pela física.


No entanto, não há desleixo ao nível emocional nem social, havendo momentos muito emotivos capazes de emocionar o coração mais insensível do mundo. Ao mesmo tempo que há um momento de sensibilização para as consequências do nosso comportamento.
Na minha opinião são estes momentos que me prenderam mais do que os científicos, digamos assim.




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