quarta-feira, 1 de abril de 2015

Salta uma rubrica como pipocas #4


Eu sei que já não aparecia por aqui esta rubrica a algum tempinho, mas tive que arranjar um espacinho para falar desta série aqui. O tempo aquece e o tempo que passamos a ver filmes diminui, acertei? Mas arranjamos sempre tempo para vermos aquele filmezinho imperdível, não é verdade?
Como saber se aquele filmezinho deve ocupar o teu tempo? Ainda mais, agora que estás de "férias" (se não estás, desculpa por te estar a lembrar disso!). Lendo a minha opinião que é bastante credível, pois claro! (smile)


Foxcatcher



Duração: 134 min
Género: Drama, Biografia e Desporto
Cotação: 7,1 /10
Realização: Bennett Miller
Escrito por: E. Max Frye e Dan Futterman
Data de Estreia: 01 de Janeiro 2015

Deves estar a perguntar-te: "Não sabia que gostavas de biografias de estrelas do desporto", pois, não gosto! "Não sabia que gostavas de filmes de desporto", também não morro de amores. "É dos dramas que gostas?", Eh pah nem por isso, "Então porque raio escolheste este filme para veres?" Diversidade é a palavraschave e o facto do homem cá se casa gostar também ajudou.
Este filme retrata a história verídica de Mark Schultz, lutador olímpico de Wrestling e aparentemente uma atual estrela. Como deves calcular não percebo, nem aprecio Wrestling, mas explorar as fragilidades deste mundo tornou o filme interessante.
Tudo acontece, quando do nada John Du Pont aborda Mark Schultz para treinar na sua milionária mansão, a qual queria transformar num campo de treino e formar estrelas medalhadas. Mark na deslumbra de sair da sombra do seu irmão, David Schultz, também ele medalhado nos jogos Olímpicos, aceitou e deu inicio a um projeto de vida em 1988. Mal sabia ele o que lhe esperava.
Tudo se transformou devido aos comportamentos e personalidade esquizofrénica do seu mentor, frustrado, incapacitado, espelha todos os seus sonhos em Mark e seu irmão até conduzir a um desfecho trágico deles.
Até que gostei do filme, não é filme que esteja ansiosa para voltar a assistir, mas gostei, por ser um filme muito bem dirigido, uma interpretação exemplar, principalmente de Steve Carrell (se o reconheceres à primeira ganhas um prémio) e de, não admirável, Mark Ruffalo. Ilustra o poder do dinheiro e da influência no meio desportivo de uma forma pouco leviana e bastante realista. Se gostas deste tipo de filmes ou se queres agradar o namorado com uma escolha incomum, recomendo, no entanto, daria apenas 6,8 e não a pontuação que lhe foi atribuída.

I Frankenstein

Duração: 92 min
Género: Acção, Fantasia, Ficção Cientifica
Cotação: 5,2 /10
Realização: Stuart Beattie
Escrito por: Stuart Beattie, Kevin Grevioux
Data de Estreia: 30 de Janeiro 2014

Já tinha este filme para ver há muito tempo e cheguei ao derradeiro momento, "ou vês agora ou apaga". Optei por ver e surpreendi-me por a história, apesar de não ser propriamente inovadora, ou original, quando associada a Frankenstein de facto é inesperável.
Começa pelo que já sabemos, Victor Frankenstein, médico no século XIX era obcecado pela ressurreição e dedicou toda uma vida a investigar e a fazer experiências até que a partir de restos de cadáveres cria um ser. Este andou à deriva durante séculos e foi apanhado no meio de uma guerra entre gargulas e demónios, o chamado Apocalipse parece-me. Na defesa do bem, no reconhecimento de quem é, no desafio constante de se conhecer e se perceber, embarca numa aventura transformada num filme de fantasia recheado de efeitos especiais.
Foram exatamente estes efeitos especiais que me cativaram a ver o filme, naquela "vamos ver no que isto dá" e foram os mesmo que considerei um ponto forte do filme. A representação não foi extraordinária, o argumento não é totalmente imprevisível e o final é perfeitamente expectável mas o filme é interessante quando analisado noutra perspetiva. Aconselho se quiseres um filme rápido (sim porque cada vez mais os filmes com menos de 2 horas estão a extinguir-se) e se gostas de efeitos computorizados.
Daria 5,5.

Night at the Museum: Secrets of the Tomb


Duração: 98 min
Género: Aventura, Comédia e Família
Cotação: 6,3 /10
Realização: Shawn Levi
Escrito por: David Guion, Michael Handelman
Data de Estreia: 18 de Dezembro de 2014

Quem já viu os outros dois filmes já sabe do que este se trata, a placa Egípcia que dá vida aos elementos do Museu "avariou" e o Larry embarca até Inglaterra para resolver o problema e aí começa a aventura. Não tenho muito mais a dizer sobre este filme, nada de extraordinário, inferior aos outros 2 e a melhor parte foi quando terminou e ficaste com a sensação que vão parar por aqui. UFA!
Não percas tempo com este filme, a não ser que no domingo de Páscoa queiras sentar-te com a pequenada a ver qualquer coisa enquanto falas com a malta adulta. Não perdes pitada.
Baixaria para 5.

Exodus: Gods and Kings



Duração: 150 min
Género: Aventura, Acção, Drama
Cotação: 6,2 /10
Realização: Ridley Scott
Escrito por: Adam Cooper e Bill Collage
Data de Estreia: 11 de Dezembro de 2014

A história já toda a gente sabe ou conhece um ou outro pormenor, Moisés, profeta do Cristianismo, Judaísmo e Islamismo, foi adotado pela família do faraó Seti e quando cresce e conhece o seu verdadeiro eu, a sua fé e entra em contacto com Deus embarca numa aventura de salvar 600 mil escravos hebreus, contando, sempre com Deus como seu aliado. Já não é o primeiro filme neste registo, já não é a primeira vez que este excerto bíblico salta para os écrans do cinema, mas é o primeiro com Christian Bale e só por isso já vale a pena dar um olhinho.
Eu insisti em ver este filme porque esperava algo espetacular, efeitos de alta qualidade com o mar vermelho a abrir ao meio, gafanhotos por todo o lado e uma representação espetacular. Mas não tenho a certeza que tenha encontrado tudo o que procurava, o filme tem uma beleza estética irrefutável, apresenta requinte, preocupação e perfeccionismo que se verifica numa fotografia a níveis excelentes. 
Apesar de a representação estar num nível considerado bom, achei que o Bale conseguiria dar mais de si, não o senti à vontade com o papel, pareceu-me, ele lá deve ter as suas razões. Também achei piada a Deus ser representado em forma de uma criança, por ser diferente do Deus Negro que já estávamos habituados (sem racismo e sem retirar mérito a Morgan Freeman que inclusive acho um ótimo Deus).
Tem rigor histórico e bíblico, mas a verdade é que estamos perante de algumas lacunas... para conferir realismo? Não sei, mas perderam algumas oportunidades para brilhar.

The Theory of Everything



 
Duração: 123 min
Género: Drama, Biografia e Romance
Cotação: 7,8 /10
Realização: James Marsh
Escrito por: Anthony McCarten e Jane Hawking
Data de Estreia: 29 de Janeiro de 2015

Este filme conta-nos a história de Stephen Hawking, nascido a 8 de Janeiro de 1942 em Oxford. Neste, Stephen é apresentado como um jovem doutorando de física, caracterizado pela sua inocência e genialidade, com uma carreira brilhante pela frente.
A história tem como ponto de partida uma festa, onde conhece Jane Wilde pouco antes de descobrir que sofre de Esclerose Lateral Amiotrópica, uma doença incurável, degenerativa com perda permanente do controlo e movimentos musculares, prevendo-se uma esperança média de vida de 2 anos. Não aconteceu e ainda bem que não, tendo tido tempo para se casar, divorciar, ter 3 filhos e chatear a cabeça de Sheldon (Teoria do Big Bang)...
Sobre este filme só tenho coisas boas a dizer, tem uma ótima edição, uma excelente fotografia, uma fantástica banda sonora e uma interpretação exemplar de Eddie Redmayne, um papel feito à sua medida.
O único constrangimento que encontrei foi o facto do filme se basear na biografia escrita por Jane, "Travelling to Infinity: My Life With Stephen" e talvez por isso transparecer demasiado otimismo e positivismo levado ao exagero, devido, penso eu, à admiração desta pelo ex-marido. Pois, por mais forte que o próprio Stephen seja, suponho a existência de altos e baixos que não foram retratados no filme e como tal retira um bocadinho de realismo. Contudo, devo dizer que esta perspetiva foi bastante bem explorada, saindo da zona de conforto do realizador que poderia cair no oposto e fazer um filme melodramático.
Um verdadeiro hino à defesa de valores, do amor, do sacrifício, da força humana, motivador, um corpo limitado numa mente sem limites.
Recomendo e subiria a pontuação para 8,5.

Quais destes filmes conheces?
Concordas comigo?

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