quinta-feira, 14 de maio de 2015

Livro: O amor proibido de uma freira portuguesa


Olha só o que apareceu por aqui...Sim, acredita é mesmo um livro! Já desde este post que não falava nas leituras e não dava a minha opinião sobre um livro e já desde aqui que não falo de um livro que não seja de José Rodrigues dos Santos e porquê? Porque estou farta dos livros dele e queria variar um pouquinho (Mentira! Não tenho é mais nenhum livro dele - o que me obriga a procurar alternativas, e que difícil!).

Uma destas alternativas foi "O amor proibido de uma freira portuguesa" de Myriam Cyr, um Mistério Histórico de 212 páginas, 5 cartas, 8 capítulos, 2 livros, 32 perguntas sobre amor, 139 livros consultados e um livro.

Confusa(o)? Continua a ler para perceberes do que estou para aqui a falar.

"Myriam Cyr, actriz de teatro internacionalmente famosa, expõe neste livro o resultado da sua investigação meticulosa sobre as célebres Cartas atribuídas à  freira portuguesa do século XVII, Mariana Alcoforado. Cartas de um amor proibido entre uma freira portuguesa e um oficial francês que vieram a inspirar a imaginação de poetas, pintores e académicos de todas as épocas, ao mesmo tempo que o mistério acerca da sua autoria persistia.
Em 1669, um livreiro parisiense publicou um pequeno volume chamado Cartas Portuguesas, que pôs Paris em pé-de-vento. Quando se tornaram públicas nos salões de Paris, pensou tratar-se da criação ficcional de um aristocrata francês. A ideia generalizada era a de que uma mulher não poderia escrever palavras de tão surpreendente veracidade e beleza. O volume tornou-se um best-seller da época, enquanto o oficial manteve um silêncio cavalheiresco até à sua morte.
Eis que agora, depois de uma pesquisa meticulosa, Myriam Cyr defende de forma persuasiva a tese segundo a qual foi de facto a freira, Mariana Alcoforado, quem escreveu as cartas, e de que a sua experiência é uma das mais comoventes na história do amor proibido.
Séculos mais tarde, as cartas continuam ainda a falar-nos acerca de um amor que transcendeu barreiras sociais e, em última análise, o próprio tempo. Ao afirmar ousadamente que Mariana é a autora daquelas expressões espantosas, Cyr coloca-a no panteão dos maiores poetas do amor.
Um excelente trabalho de pesquisa e de leitura apaixonante de uma actriz americana que dignifica da nossa História."

Qual Romeu e Julieta? Mariana Alcoforado e Chamilly é que é, enquanto esteve em Portugal fez as delícias...honras da casa? Não sei como explicar isto sem ser vulgar...mas percebes, não percebes? Depois deixou Portugal, foi para França, nunca respondeu a nenhuma carta, estas andaram pela mão do mundo, ficando toda a gente a saber que uma freira andou com um militar...a fazer coisas... e depois ele c****, vá ignorou a sua pessoa e ela ainda tem a ousadia de escrever a agradecer tais prazeres até então desconhecidos?! Valha-nos D. Pedro, na altura já casado com a cunhada com quem se envolveu enquanto o irmão era um homem casado e feliz, dizer que aquilo era tudo ficção e que em Portugal não há dessas pouca vergonhas.

As primeiras 86 páginas são de contextualização, escritas hipoteticamente, do género "A Mariana terá conhecido o Chamilly", "Ele terá entrado no seu quarto e terão feito bebezinhos de olhos verdes"... Eu teria gostado muito desta parte se ela não fosse tão difícil de ler, não por o português ser arcaico, não por o texto não ser fluente ou estar mal pontuado, mas porque está recheado de anotações que estão concentradas no final do livro, o que te obriga a andar de frente, para trás, de trás para a frente. Muito confuso!

Depois tem as cartas que até que estão giras, mas não me comoveram, nem achei nada de especial, na verdade não me convenceram. Mas, admito que tem um especial interesse histórico. Depois finaliza a tentar provar que de facto as cartas foram escritas por Mariana Alcoforado e não pelo Zézinho francês que foi um visionário e publicou-as em livro para sair do desemprego e ser escriba do rei. Quem nunca? Quem nunca tentou aproveitar-se do intelectual alheio para subir na vida? Hein? Grrrr Daí serem dois livros num...porque Myriam deixa o outro livro para consulta para provar que Guilleragues não tinha capacidade para escrever tal livro (não sei se era esta a intenção da autora, mas eu interpretei como tal...condenem-me!).

Achei interessante no fim ela fazer uma apresentação sumária de cada personagem e o seu final, assim não ficas com aquela sensação de "ah e tal é só isto?" e das obras que foram mencionadas, ganhado bónus por isso mesmo. Ah, e fala do Condé... sim Príncipe Condé o daqui.
Recomendo a sua leitura, é um livro pequeno, com muitos acessórios que podes simplesmente saltar e ainda fica mais pequeno e muito dificilmente te perdes na história...o que é óptimo se não tens muito tempo para ler e ficas com grandes intervalos entre leituras.

Conheces?
Queres conhecer?

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